Para nós que acabamos de conquistar o diploma, essa decisão parece um golpe! Mas, analisemos de maneira racional: realmente, não é preciso ter diploma para escrever, isso está diretamente ligado ao direito de expressão do cidadão. Inclusive, muitos jornalistas renomados iniciaram carreira sem ter graduação. Escrever seria um dom? Agora, se olharmos para o ensino público, de fato, os jovens saem de lá com pouquíssimo conhecimento. Daí a importância da graduação. Ela nos abre caminhos, conhecimentos e novos horizontes! Até porque, o mundo está cada vez mais tecnológico e, em cada veículo, há linguagens diferentes e isso exige conhecimento prévio do profissional. O que deveria ser feito, então?? Exigir ou não o diploma?? Ser ou não ser?? Confesso que estou em cima do muro. Porém, se olharmos para a marginalização de nosso ofício, de imediato pensamos que o diploma deveria ser algo primordial, afinal gastamos muchas platas para obtê-lo. Num mercado competitivo, podemos concluir que o diploma continuará a ser exigido. Poderá atuar, no mínimo das hipóteses, como um diferencial. Acho que essa questão vai ficar como algumas palavras de nosso dicionário da língua portuguesa: consagradas pelo uso.
Eu estou REVOLTADA! Tah certo que muitos caras feras do jornalismo não têm diploma, porque isso não tinha importancia há 40 anos atrás, qdo eles começaram. Comentaristas, especialistas, tudo bem, agora dizer que o cara para ser repórter, ser redador, trabalhar numa redação não precisar de diploma é absurdo! Se for assim, dá na mesma eu dizer que vou exercer a profissão de ADVOGADO (como os exelentíssimos do STJ) porque tenho dicernimento do que é certo e o que é errado, do que bom ou ruim. Quem tem de decidir isso é a nossa classe, são os nossos representantes, jornalistas como nós, e não o supremo. Se já temos jornalistas sem nenhuma noção de ética e responsabilidade, imagina agora, com qualquer um podendo exercer a profissão. Só espero agora dos veículos de comunicação com o mínimo de respeito boicotar essa decisão e exigir o diploma! Vejam a asneira que um 'sem-diploma' escreveu no observatório da imprensa: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=542DAC004 Esse mundo tá perdido mesmo.
Podemos considerar o que um dos ministros disse que ética não se obtém na faculdade. Nesse aspecto eu concordo. Assim como também acho que boa conduta e responsabilidade (critérios essenciais) vem de berço. Acho que o papel da academia está em apresentar o que já é feito e o que foi feito. Algumas disciplinas abrem um leque para questionamentos em relação ao comunicador social em sua essência, e isso é fundamental para buscarmos sempre a dialética. Ressalvo, num país em que a educação é precária, a universidade é importantíssima para abrir novos caminhos. Mas devemos respeitar os que são jornalistas por experiência e por dom. Um amigo, por exemplo, é físico e escreve fabulosamente bem. Podemos ser filhos da PUC, da Cásper, da Eca e não termos o dom! Além do mais, o jornalismo é um campo com áreas abertas. Conhecimento pode ser obtido no dia a dia. Trabalhamos com informações diárias, diferente de profissões específicas. Talvez por isso o Supremo decidiu que jornalista não precisa ter diploma. Agora, o que devemos ficar atentos é com a qualidade do ensino superior, já que não precisa mais do diploma. As entidades poderão empurrar o curso com a barriga. Continuo a achar que quem tivere graduação será um diferencial. Acho que a decisão não vai implicar diretamente nas exigências para contratação.
Esse texto é muit lúcido: http://tuliovianna.wordpress.com/2009/06/16/sobre-a-obrigatoriedade-do-diploma-de-jornalismo/ e representa o que eu penso sobre o assunto.
O diploma não é condição necessária (já que há bons profissionais sem curso superior em Jornalismo) nem suficiente (já que há maus profissionais com curso superior em jornalismo).
De todo modo, o jornalismo está numa crise tamanha, no mundo todo, que talvez a resposta para a pergunta "vc defende a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo?" seja respondida com outra pergunta "que jornalismo?".
Ah, e sobre a remuneração, parece que alguém cumpre a tabela do sindicato.
acredito que grandes empresas de comunicação e, àquelas com mínimo de discernimento, regulamentarão o mercado. agora existe um ponto: àquelas que não exigirem o diploma tenderão a diminuir o salário/pagamento dos trabalhos, uma vez que o preço do serviço de um não formado é mais barato de um que, durante quatro anos, esteve numa universidade.
paulismineiro¹, vinte e poucos anos de estrada, sigo amante da música popular brasileira. salve o samba, a bossa, a tropicália! amo emocionar-me ao som das canções francesas, com os dramas da língua inglesa e me divertir (e sentir) a energia do som latinoamericano. me animo com clichês pop e aguço os sentidos com às clássicas. os bons rocks sempre estão no arquivo. apaixonado (e descobridor) das artes. por todas, até chegar a sétima delas, o cinema.
6 Comentários:
Para nós que acabamos de conquistar o diploma, essa decisão parece um golpe!
Mas, analisemos de maneira racional: realmente, não é preciso ter diploma para escrever, isso está diretamente ligado ao direito de expressão do cidadão. Inclusive, muitos jornalistas renomados iniciaram carreira sem ter graduação. Escrever seria um dom?
Agora, se olharmos para o ensino público, de fato, os jovens saem de lá com pouquíssimo conhecimento. Daí a importância da graduação. Ela nos abre caminhos, conhecimentos e novos horizontes! Até porque, o mundo está cada vez mais tecnológico e, em cada veículo, há linguagens diferentes e isso exige conhecimento prévio do profissional.
O que deveria ser feito, então?? Exigir ou não o diploma?? Ser ou não ser??
Confesso que estou em cima do muro.
Porém, se olharmos para a marginalização de nosso ofício, de imediato pensamos que o diploma deveria ser algo primordial, afinal gastamos muchas platas para obtê-lo.
Num mercado competitivo, podemos concluir que o diploma continuará a ser exigido. Poderá atuar, no mínimo das hipóteses, como um diferencial. Acho que essa questão vai ficar como algumas palavras de nosso dicionário da língua portuguesa: consagradas pelo uso.
Eu estou REVOLTADA!
Tah certo que muitos caras feras do jornalismo não têm diploma, porque isso não tinha importancia há 40 anos atrás, qdo eles começaram. Comentaristas, especialistas, tudo bem, agora dizer que o cara para ser repórter, ser redador, trabalhar numa redação não precisar de diploma é absurdo!
Se for assim, dá na mesma eu dizer que vou exercer a profissão de ADVOGADO (como os exelentíssimos do STJ) porque tenho dicernimento do que é certo e o que é errado, do que bom ou ruim.
Quem tem de decidir isso é a nossa classe, são os nossos representantes, jornalistas como nós, e não o supremo.
Se já temos jornalistas sem nenhuma noção de ética e responsabilidade, imagina agora, com qualquer um podendo exercer a profissão.
Só espero agora dos veículos de comunicação com o mínimo de respeito boicotar essa decisão e exigir o diploma!
Vejam a asneira que um 'sem-diploma' escreveu no observatório da imprensa: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=542DAC004
Esse mundo tá perdido mesmo.
Podemos considerar o que um dos ministros disse que ética não se obtém na faculdade. Nesse aspecto eu concordo. Assim como também acho que boa conduta e responsabilidade (critérios essenciais) vem de berço. Acho que o papel da academia está em apresentar o que já é feito e o que foi feito. Algumas disciplinas abrem um leque para questionamentos em relação ao comunicador social em sua essência, e isso é fundamental para buscarmos sempre a dialética. Ressalvo, num país em que a educação é precária, a universidade é importantíssima para abrir novos caminhos. Mas devemos respeitar os que são jornalistas por experiência e por dom. Um amigo, por exemplo, é físico e escreve fabulosamente bem. Podemos ser filhos da PUC, da Cásper, da Eca e não termos o dom! Além do mais, o jornalismo é um campo com áreas abertas. Conhecimento pode ser obtido no dia a dia. Trabalhamos com informações diárias, diferente de profissões específicas. Talvez por isso o Supremo decidiu que jornalista não precisa ter diploma.
Agora, o que devemos ficar atentos é com a qualidade do ensino superior, já que não precisa mais do diploma. As entidades poderão empurrar o curso com a barriga.
Continuo a achar que quem tivere graduação será um diferencial. Acho que a decisão não vai implicar diretamente nas exigências para contratação.
Ah!
Não podemos esquecer que, mesmo com exigência do diploma, qualquer um podia (e pode) tirar MTB.
Essa história ainda vai dar muito pano pra manga!
Esse texto é muit lúcido: http://tuliovianna.wordpress.com/2009/06/16/sobre-a-obrigatoriedade-do-diploma-de-jornalismo/ e representa o que eu penso sobre o assunto.
O diploma não é condição necessária (já que há bons profissionais sem curso superior em Jornalismo) nem suficiente (já que há maus profissionais com curso superior em jornalismo).
De todo modo, o jornalismo está numa crise tamanha, no mundo todo, que talvez a resposta para a pergunta "vc defende a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo?" seja respondida com outra pergunta "que jornalismo?".
Ah, e sobre a remuneração, parece que alguém cumpre a tabela do sindicato.
acredito que grandes empresas de comunicação e, àquelas com mínimo de discernimento, regulamentarão o mercado. agora existe um ponto: àquelas que não exigirem o diploma tenderão a diminuir o salário/pagamento dos trabalhos, uma vez que o preço do serviço de um não formado é mais barato de um que, durante quatro anos, esteve numa universidade.
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Início