30 de agosto de 2008

Crítica poderosa
(bem-me-quer, mal-me-quer)

Não sei se é porque o assunto crítica cultural tem sido comum em meu cotidiano, pelo fato de ser o mote principal de minha monografia, mas essa semana, como há tanto não se discutia, voltou ao palanque principal nos cadernos de cultura.

Quarta-feira, 27/08, a Folha de S. Paulo trouxe na capa do Ilustrada a notícia, Cegueira 'muda', tratando do filme Ensaio sobre a cegueira, adaptação da obra literária de José Saramago, por Fernando Meirelles, que estréia dia 12/09 aqui no Brasil. A matéria diz que o cineasta, por conta da crítica durante o Festival de Cannes, alterou pequenos trechos do filme. Na verdade, tirou um off (por isso o 'muda') e modificou a luz em uma forte cena. Segundo a reportagem, Meirelles "suavizou" a cena, já que a recepção por parte do público, em especial nesse trecho, na França, não foi o esperado.

É por essa e outras que se afirma o poderio da crítica, que ao meu ver, anda "arrastada" no jornalismo cultural brasileiro. Em tempos de noticiar para ontem, é comum "cozinhar" um release aqui, outro acolá. É mais fácil adjetivar o texto a compreender, de fato, o significado de um produto cultural.
Falando em adjetivos...

Cê sabe que Caetano também afiou a língua a criticar à crítica? Disse em seu blog que a cobertura jornalística paulista acerca de seu show com Roberto Carlos, em homenagem a Tom Jobim, foi "burra e hilária", além de "proviciana fraca". Afirmou não ler "algo tão errado sobre a música brasileira nos últimos anos".

Eis a crítica poderosa: cria mitos, gera expectativas e quando menos se espera... xuá! Num híbrido de redenção e condenação; ora para o bem, ora para o mal.

Marcadores:

0 Comentários:

Postar um comentário

Assinar Postar comentários [Atom]

<< Início